quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

"Podes apagar alguém da tua mente,
mas tirá-lo do teu coração é outra
história."

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Das Palavras - Ostra














Palavras são serpentes
iludem
ferem
ludibriam
Palavras são enganos
engodos
equívocos
medos disfarçados de coragem
covardia travestida de canção
Palavras são supérfluos
exageros buscando expressão
teias enredando incautos
EU!
Palavras definem vidas e, por vezes,
- só as vezes! -
conceituam breves verdades paralelas.
Palavras prendem, confinam convicções
confundem
derrubam
confirmam o que os gestos cansam de saber
Palavras são bolhas de sabão
coloridas, finas, efêmeras
Voam com o vento
desaparecem sem vestígios
e se vão sem rosto
à procura de outros ouvidos.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Será o Medo???


















Não é o medo de se envolver.
O que trava um homem é algo mais básico:
MEDO DE VIVER.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Divagar ou devagar???



Quando pensamos ter todas as respostas, a vida muda todas as pergunta!
Hoje eu disse para uma pessoa que ler seus textos me fazia ficar mais perto dela.
Em seguida ela me enviou outros textos.
Será que posso interpretar que ela quer, de alguma forma, se fazer presente?
Ou será que eu tô vendo algo que não existe?
Não sei...
Só sei que foi assim!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Anjo



Subitamente uma tristeza me invade,
Deixo-a entrar pelos meus poros,
Feito uma musica suave que chega até a alma.
Um anjo triste acordou dentro de mim.

Sinto o seu abraço de aconchego,
De cuidado,
De carinho,
Suave.

Como quem se atira a um precipício
em busca do desconhecido,
Me entrego ao abraço,
Sem medo,
Sem pudor,
Sem temor.
Um anjo triste acordou dentro de mim.

Acordei sentindo o calor do seu abraço.
Fechar os olhos e o sinto novamente...
Intacto
Pleno
Hoje despertou um anjo triste dentro de mim.
Cida Miranda

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

2008

Céu de Campo Grande - Foto de Shimada San

Tá!
Não foi lá um ano de grandes vitórias,
mas foi um ano para aprender a construir e a ter paciência.
Aprender a ouvir o corpo e o coração, com calma.
Na contabilidade final teve mais ganhos do que perdas.
Fechou com algumas pontas soltas, eu sei!
Claro! Senão teria sido perfeito!
Foi um ano pleno de amadurecimento.
Um ano com luz e cor inteiramente novas.
Com mais sorrisos,
mais abraços,
mais descobertas.
Que venha 2009.
Com muito mais força
muito mais vida para minha vida,
Venha e traga muito mais enganos,
mais conquistas,
mais alegrias,
mais dor,
mais leveza,
mais medo,
mais tropeços,
mais amor,
enfim traga muito mais plenitude e felicidade.
Cida Miranda

Desapegue-se do amor, apenas AME.



Texto muito legal da Rosana Braga, para iniciar o ano refletindo.

É verdade que todos nós temos certo grau de neurose, insegurança e até fases em que a auto-estima fica comprometida. Por isso mesmo, tantas vezes as relações amorosas se tornam pesadas, tensas e até doentes.

Cada um se defende como sabe, seja agredindo e culpando o outro, seja ignorando a situação ou procurando medidas paliativas. Algumas pessoas se defendem “para dentro”, calando-se, chorando, sentindo-se reféns de uma situação com a qual não sabem lidar. Outras explodem, falam tudo o que devem e o que não devem e mais tumultuam do que propõem uma solução. Raramente, conseguimos ponderar os fatos, considerar os erros de forma justa e equilibrada e rever atitudes, sugerindo um novo jeito de sentir os sentimentos.
Parece redundante esta expressão – jeito de sentir os sentimentos – mas é a maneira como sentimos cada um dos sentimentos que nos invadem que determina nossas escolhas e faz com que nos comportemos de modo maduro ou infantil, amoroso ou egoísta.
Porém, o caos se instala especialmente no momento em que nos sentimos “donos” do outro, donos da relação, donos da instituição formada em nome de um amor que ninguém mais sabe onde mora, porque cedeu lugar ao apego.

Apego é um veneno e, infelizmente, a maioria de nós já está absurdamente envenenada por este sentimento. Apegamo-nos tão facilmente às pessoas, às coisas, aos lugares, às situações, à rotina, à indisciplina... Confundimos tão facilmente apego com amor. Acreditamos tão facilmente que o outro pode ser um analgésico para nossas dores, um preenchimento para o nosso vazio ou ainda, paradoxalmente, a causa de todo o nosso sofrimento... e assim, desperdiçamos nossos dias investindo em relações doentes, em sentimentos que amarram, que submetem, que pedem muito mais do que oferecem, que subtraem muito mais do que presenteiam.
Perdidos em contra-sensos particulares, acreditamos que o outro é nosso e, tantas vezes, que também nós somos do outro. Como se fôssemos passíveis de posse. Não somos – nem nós e nem o outro, sobretudo porque existimos genuinamente no singular; jamais no plural, por mais que eu acredite fundamentalmente na evolução através de dois corações compartilhados.

Portanto, num deslize de percepção, caímos numa armadilha tecida por nós mesmos e nos afogamos numa tempestade que é pessoal, que é interna, da qual só podemos nos salvar se, enfim, resgatarmos a consciência de que estamos – e só permanecemos – onde queremos, onde certamente ganhamos algo, ainda que este ganho seja, antes, profundas e graves perdas!
Felizmente, não existem perdas irreparáveis, até porque em cada perda existe sempre a oferta de um impagável aprendizado. O irreparável incide somente sobre a estagnação, a insistência diante da dor, a recusa em transformar-se, em superar-se.

“A quê ou a quem estamos nos apegando?”. Segure-se em si mesmo e descubra que é aí – e somente aí – dentro de você, que está o seu chão, que estão as suas ferramentas, as suas possibilidades, a sua única probabilidade de sentir-se leve, desprendido de qualquer expectativa ou idealização que possa lhe roubar a identidade.
Solte-se das pessoas, solte-se das relações, solte-se dos sentimentos, todos eles. Vida, sentimentos e pessoas existem para serem vividos, sentidos e amados e não para que nos apeguemos a eles, para que acreditemos – inadvertidamente – que eles são nossos, são posses, são para sempre.

Você pode amar sempre, mas ainda assim o amor nunca será seu. Será de você para o mundo, para alguém, para muitas pessoas. O que você acha que é seu não é de ninguém, nem seu. E o que você sabe que não é de ninguém, pode ser seu, desde que você não tente segurar, apenas predisponha-se a sentir, viver, experimentar.
Se pudermos fazer isso com toda a intensidade de que somos capazes, talvez consigamos compreender o verdadeiro significado da palavra plenitude... em substituição à avassaladora palavra “apego”.
Desapegue-se do amor. Apenas ame!