quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Pai depois do casamento é exceção!

Um texto para reflexão e para que a gente não finja que isto não acontece.

Durante o casamento os homens tem inúmeras funções dentro de casa:
trabalham fora,
fazem comida,
levam e buscam filhos,
lavam roupa,
fecham janelas e portas antes de dormir,
recolhem a roupa do varal,
tiram o lixo do banheiro...
e até cuidam dos filhos.
Alguns trocam fraldas,
lembram dos remédios dos filhos,
sentam para ajudá-los a realizar os temas,

levam e buscam da escola,
escolhem as roupas,
dão banho,
fazem a comida dos filhos...
Mas basta o casamento terminar que esses mesmos bons pais transformam-se em verdadeiros estranhos ou até mesmo deixam de ser pais: contentam-se em telefonar nas datas especiais, a ver os filhos a cada 6 meses, chegam atrasados 10, 15, 30, 60 minutos ou até horas e as vezes nem chegam
Isso quando chegam.
Porque muitas vezes não aparecem, não telefonam nem para avisar que não vão vir.
E os filhos na janela esperando.
Enquanto isso uma horda de filhos no mundo desejando um olhar desses pais.
Vibram cada vez que o pai chega, mesmo que atrasado.
Esperam, pacientemente, que o pai lembre-se de convidá-los a jogar uma bolinha.
Eis uma geração de filhos pedintes dos cuidados do pai.
Uma geração que vive se perguntando "o que eu fiz para o meu pai não querer ficar comigo?"
Para essa indagação não há consolo.
Nenhuma mãe ou avô é capaz de convencer o filho que o problema não está na criança e sim no pai.
O filho, eternamente, guardará essa falta.
E o pior guardará junto a marca da rejeição e da longa espera.

O que falta aos que se vão?
Vínculo?
Amor?

Responsabilidade???
O que sobra?
Medo?
Indiferença?

Transferência de responsabilidade?
Não sei.
A única coisa que sei é que os filhos estão crescendo com um buraco dentro deles.


Adaptado do texto de Sonia P. Machado

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