Eu queria aprender uma forma de fazer as coisas parecerem mais simples.
De não ter dor.
De não ter vazio.
De apenas ser.
Eu poderia passear na rua sem sentir falta de nada.
Sem sentir solidão.
E sorrir quando eu estiver no meio de muita gente, mas sem nada pra falar.
E cantar, enquanto estiver no meu quarto.
Só.
E poder ajudar minha mãe, sem o coração apertado e o nó da garganta que quase me fazem a interromper para chorar meus próprios problemas.
Que não são concretos.
É só uma dor.
Que não mata, mas faz perder a cor.
Ana Fernandes

Um comentário:
que bom que vc voltou ... pra encher a gente de poesia!!! alegria antes que tardia ... deixa essa solidão pra lá ... amooo vc ...
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