Eu não faço apologia do que sinto,
Apenas escrevo, em linhas tortas o que penso.
Este sentimento não divido com ninguém:
duvido de todos e de mim mesmo,
e se te disser que eu não ligo,
minto;
mas, parece, não minto muito bem.
Também sei que o ódio pereceu ontem à tarde,
mas ainda quero esquecer-te pela manhã.
Sai de mim,
sai da minha vida,
sai da minha alma
e da minha bebida,
nunca mais quero provar do teu afã.
nunca mais quero provar do teu afã.
E que me perdoem os moderninhos e modernistas,
mas adoro essas rimas imprevistas,
indecisas,
intensas,
imprecisas,
imensas,
de sons indeléveis e inefáveis,
rimas cruas,
palavras nuas a estilhaçar meus sentimentos frágeis.
Não, eu não faço apologia do que sinto,
apenas deste sentimento que invento:
é assim que largo o tosco verbo amar ao vento,
é assim, então, que em vão tento esquecer-te...
Frodovino Lemos de Oliveira
Frodovino Lemos de Oliveira

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