
Poucas situações na vida são mais enlouquecedoras do que conviver com uma pessoa que fala uma coisa, mas faz outra. Pessoa que vive dizendo que gosta, que está a fim, que quer ficar, mas suas atitudes demonstram exatamente o contrário.
Não cumpre o que combina, diz que vai ligar e não liga, é nitidamente superficial e age como se o outro tivesse bem pouca importância.
Depois dessa prática toda, imediatamente, vem com palavras doces, tentando convencer de que estamos equivocados, redondamente enganados, ou seja, promessas, juras de amor, pedidos de desculpas, propostas de recomeço e, enfim, está armada a arena dos loucos.
Surgem sentimentos como aflição, angústia, insegurança, sensação de que não tem nenhum motivo para continuar apostando nesta relação, mas ao mesmo tempo, a esperança de que – desta vez – quem sabe seja verdade.
Só mais uma chance, a última... e de última em última, acumulam-se mágoas, decepção e falta de autoconfiança; porque essas pessoas insistem em desmentir sua intuição, sua percepção de que "já acabou"... ou de que nem nunca existiu essa relação senão na idealização delas.
Até certo ponto, é compreensível, pois fica a dúvida no ar: se ele fala tudo o que fala é porque deve haver algum sentimento.
O talvez é mesmo uma possibilidade.
Talvez haja mesmo uma mudança de atitude, mas certamente isso não acontecerá enquanto for mantida esta dinâmica confusa e desrespeitosa.
Por outro lado, pode ser que algumas pessoas assim nunca mudem, simplesmente porque não estão dispostas a se rever, por quaisquer que sejam seus motivos.
E aí, é provável que precisemos cair muitas vezes na mesma armadilha até perceber que o problema não está na nossa maneira de caminhar e sim no caminho; que não temos de mudar nossos passos, e sim a direção.
Mas até ai se passaram longos anos se machucando, assistindo do camarote de sua vida a chegada de mais uma dor, mais uma mentira, mais uma decepção, sem nada fazer.
E o que fazer para dar um basta nisso tudo????
Aceitação dos fatos: Basta que se descubra o significado de um sentimento chamado auto-respeito. Respeitar-se é ter a convicção de que ninguém, a não ser você mesmo, pode acabar com uma circunstância que tem lhe causado muito mais desgosto e vazio do que alegria e satisfação.
Aceitar que ninguém tem o direito de tirar o nosso centro e assim apostar num outro tipo de relação.
Aquele tipo em que as palavras ditas são coerentes com as atitudes tomadas. Ou seja, em que o outro diz que quer e age como quem quer, porque o amor definitivamente não pode ser enlouquecedor.
Texto adaptado do artigo: A diferença entre quem quer e quem não quer! - De Rosana Braga
Para complementar o texto acima um Poema de Letícia Thompson
Poema inacabado
Você fica em minha vida
Como um poema inacabado
Como a Sinfonia
Não cumpre o que combina, diz que vai ligar e não liga, é nitidamente superficial e age como se o outro tivesse bem pouca importância.
Depois dessa prática toda, imediatamente, vem com palavras doces, tentando convencer de que estamos equivocados, redondamente enganados, ou seja, promessas, juras de amor, pedidos de desculpas, propostas de recomeço e, enfim, está armada a arena dos loucos.
Surgem sentimentos como aflição, angústia, insegurança, sensação de que não tem nenhum motivo para continuar apostando nesta relação, mas ao mesmo tempo, a esperança de que – desta vez – quem sabe seja verdade.
Só mais uma chance, a última... e de última em última, acumulam-se mágoas, decepção e falta de autoconfiança; porque essas pessoas insistem em desmentir sua intuição, sua percepção de que "já acabou"... ou de que nem nunca existiu essa relação senão na idealização delas.
Até certo ponto, é compreensível, pois fica a dúvida no ar: se ele fala tudo o que fala é porque deve haver algum sentimento.
O talvez é mesmo uma possibilidade.
Talvez haja mesmo uma mudança de atitude, mas certamente isso não acontecerá enquanto for mantida esta dinâmica confusa e desrespeitosa.
Por outro lado, pode ser que algumas pessoas assim nunca mudem, simplesmente porque não estão dispostas a se rever, por quaisquer que sejam seus motivos.
E aí, é provável que precisemos cair muitas vezes na mesma armadilha até perceber que o problema não está na nossa maneira de caminhar e sim no caminho; que não temos de mudar nossos passos, e sim a direção.
Mas até ai se passaram longos anos se machucando, assistindo do camarote de sua vida a chegada de mais uma dor, mais uma mentira, mais uma decepção, sem nada fazer.
E o que fazer para dar um basta nisso tudo????
Aceitação dos fatos: Basta que se descubra o significado de um sentimento chamado auto-respeito. Respeitar-se é ter a convicção de que ninguém, a não ser você mesmo, pode acabar com uma circunstância que tem lhe causado muito mais desgosto e vazio do que alegria e satisfação.
Aceitar que ninguém tem o direito de tirar o nosso centro e assim apostar num outro tipo de relação.
Aquele tipo em que as palavras ditas são coerentes com as atitudes tomadas. Ou seja, em que o outro diz que quer e age como quem quer, porque o amor definitivamente não pode ser enlouquecedor.
Texto adaptado do artigo: A diferença entre quem quer e quem não quer! - De Rosana Braga
Para complementar o texto acima um Poema de Letícia Thompson
Poema inacabado
Você fica em minha vida
Como um poema inacabado
Como a Sinfonia
Beleza não finda
Porque soube ser começo
Porque soube ser começo
Mas não fim.
Você fica e eu sigo
Ou você segue e eu fico
Sempre desencontrados
Um buscando a estrada
O outro a direção.
E o fogo que arde aqui dentro
Magoa a mulher
Queimando a alma
Matando os desejos
Se apagando aos poucos.
Não acho poesia
Para terminar você!
Ai!... Como isso dói
De não saber
Construir um fim!
De não ficar
Que a metade de mim!
E você fica assim
Como reticências
No fim de um poema.
E eu, desiludida (enlouquecida)
Sigo a vida
Com esse amargo na boca
Por não saber ter tido
A rima final.
Você fica e eu sigo
Ou você segue e eu fico
Sempre desencontrados
Um buscando a estrada
O outro a direção.
E o fogo que arde aqui dentro
Magoa a mulher
Queimando a alma
Matando os desejos
Se apagando aos poucos.
Não acho poesia
Para terminar você!
Ai!... Como isso dói
De não saber
Construir um fim!
De não ficar
Que a metade de mim!
E você fica assim
Como reticências
No fim de um poema.
E eu, desiludida (enlouquecida)
Sigo a vida
Com esse amargo na boca
Por não saber ter tido
A rima final.

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